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Quanto cobrar para executar uma obra?

Exemplo de imagem
Quando um cliente te procura para que você execute uma obra, uma das primeiras providências é que você faça o orçamento da obra em questão. 

Muitas vezes, nessa fase existe apenas o projeto arquitetônico

Por isso, o orçamento em si já fica bastante sujeito a erros por falta de precisão. 

Quando terminar o orçamento, há mais alguns parâmetros a considerar antes de apresentar o valor para o cliente. 

1. Custos Diretos 

O resultado do orçamento representa apenas a primeira parcela dos custos: o custo direto. 

Aqui foram considerados os custos de todos os materiais e mão de obra envolvidos com os serviços executados. 

Também entram todos os prestadores de serviços, como por exemplo, empreiteiros de forro de gesso, instaladores de piso laminado de madeira, instaladores de vidros, etc. 

É o orçamento tradicional da obra.

Custos diretos estão relacionados ao que acontece DENTRO DA OBRA.

2. Custos Indiretos
 
Agora, pense no canteiro de obras funcionando e levante todos os custos indiretos. 

São aqueles que não estão ligados diretamente com uma quantidade de serviço executado. 

O custo existe mesmo que, por algum motivo, não haja serviço feito na obra. 

Por exemplo, o aluguel de andaimes. 

Mesmo que sua mão de obra não executasse nenhum serviço este mês, por causa de chuva, de problemas no projeto ou qualquer outra barreira, você teria que pagar o aluguel dos andaimes mesmo assim. 

Por isso, este seria um custo indireto. Não está dependente de serviço executado. 

Faça um levantamento de todos os custos do canteiro com essa característica e você terá chegado aos seu total de custos indiretos.

Custos indiretos também ocorrem DENTRO DA OBRA.

3. Custos Administrativos
 
Agora, você precisa levantar seus custos administrativos.

Agora são custos que ocorrem FORA DA OBRA, na sua empresa. 

A ideia é que que cada cliente que você tem, precisa contribuir com uma parcela para cobrir os custos do seu escritório. 

Assim, vamos supor que você tem um custo de R$ 5.000,00 por mês para manter seu escritório funcionando. 

Isso pode incluir o aluguel da sala comercial, telefone, água, energia elétrica, material de escritório, etc...

Se você tem, em média, 5 clientes em paralelo, cada um deles contribuiria com R$ 1.000,00 por mês para cobrir estes custo.

4. Imprevistos
 
Sabemos quantos imprevistos podem acontecer durante uma obra, não é mesmo? 

Preços de materiais que aumentam, chuvas, atrasos dos fornecedores nas entregas, equipamentos que quebram durante o expediente. 

Tudo isso acaba provocando interrupção no trabalho e ociosidade da mão de obra. 

Isso significa custo para a obra e pouco avanço nos serviços. 

Por isso é comum considerar no preço de venda um pequeno percentual para cobrir os imprevistos. 

5. Impostos
 
Aqui, você precisa conversar com o seu profissional de contabilidade e levantar quais são os impostos que você ou sua empresa paga quando recebe dinheiro. 

Significa que entram na conta, apenas os impostos que incidem sobre o faturamento. 

Recebeu dinheiro do cliente...pagou imposto. 

Em geral, estão incluídos: ISS, PIS, COFINS.

O impostos de renda de pessoa jurídica e a CSLL também são pagos, mas já são computados por um coeficiente na fórmula do preço de venda. 

Mas o que você paga depende do regime de enquadramento de sua empresa: participante do simples nacional, ou não, regime de lucro real ou lucro presumido, etc...

Melhor fazer esse levantamento junto com seu contador. 

6. Lucratividade
 
Agora, baseado nos seus clientes anteriores e também na prática do mercado, você estipula uma taxa de lucratividade que gostaria de obter no contrato. 

Normalmente, fica em torno de 10 a 15% de lucratividade. 

Mas é uma escolha pessoal.

Sem lucratividade você não progride financeiramente.

EXEMPLO: Calculando o preço de contrato 

Exemplo de imagem
Com tudo isso levantado, vamos finalmente calcular o valor do contrato de uma obra. 

Chamamos de Preço de Venda da obra (PV): é o preço que o cliente vai pagar pela obra. 

A fórmula está representada acima.

Exemplo Numérico:

O orçamento da obra resultou em R$ 300.000,00 

O levantamento de custos indiretos foi R$ 10.000,00 por mês.

Os custos administrativos foram R$ 5.000,00 por mês. 

Se você atende em média 5 clientes, então para esta obra será 1/5 do custo administrativo: R$ 1.000,00 por mês. 

Para a taxa de imprevistos, vamos adotar 2% do CD = R$ 6.000,00 

Os impostos somam 7% 

E a lucratividade que você pretende é de 12%. 

A obra está estimada para durar 6 meses.

Agora sim, o Preço de Venda é R$ 497.205,00

Este é o valor que você deve apresentar para o cliente para fechar o contrato. 

Preste atenção em uma coisa. 

Se você fosse mal informado, provavelmente você faria a seguinte conta. 

Vou gastar na obra a soma de custo direto + custo indireto = R$ 300.000 + R$ 10.000 x 6 meses 

Total de custo da obra = R$ 360.000 

E quero ter 12% de lucratividade. 

Então aplico 12% sobre os R$ 360.000 

Isso resulta em R$ 403.200. 

ERRADO!

Este valor é bem menor que o PV calculado. 

Se você recebesse do cliente R$ 403.200 não seria suficiente para pagar os custos de obra, seus impostos e manter os custos administrativos do escritório. 

Você não teria lucro. 

Resumindo: 

Para fechar contratos que te façam progredir, tenha domínio sobre o preço de venda da obra.
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